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domingo, 14 de dezembro de 2008

PDOT - Mais uma vitória de Especulação Imobiliária no DF

A aprovação do PDOT( Plano Diretor de Ordenamento Territorial) desenrolada de quinta-feira(11) até a madrugada de sábado(13) demonstrou a força política do atual Governo do Distrito Federal. Mesmo repleto de problemas sociais e ambientais, o plano passou quase sem oposição pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Votaram contrários ao projeto apenas os deputados petistas Cabo Patrício, Paulo Tadeu, Chico Leite e Cabo Patrício, além do pedetista Reguffe.

O PDOT cria uma agenda que pretende desmantelar o projeto original de Brasília e transformar a cidade em uma metrópole nos moldes de São Paulo e Belo Horizonte. Para isso, serão extintas áreas de proteção ambiental, bairros deverão crescer sobre mananciais e regiões rurais se tornam passíveis de urbanização.

Tudo de encontro dos interesses dos grandes empreiteiros e dos políticos assistencialistas de carreira. O deputado Batista das Cooperativas (PRP), presidente da Comissão de Meio Ambiente, já tem como promessa aos seus eleitores o Setor Catetinho, bairro que deverá destruir nascentes importantes para destinar moradia a baixa renda.

Com a promessa de “organizar a cidade”, o GDF pretende permitir o adensamento populacional de diversas áreas. Ou seja, grandes edifícios em locais onde só existem casas ou chácaras.


Jornais Parceiros


A cobertura do governo local feita por três dos principais jornais impressos diários de Brasília - cuja circulação média somada em 2008 chega a pouco menos de 90 mil exemplares por dia - está comprometida. Esta foi a conclusão da monografia de conclusão de curso do jornalista Gustavo Braga, apresentada no Uniceub.

Além de ter três quartos da Câmara Legislativa na base aliada, o GDF possuí grande influência no que se publica em Brasília. Enquanto o telejornal local veiculado pela Globo dedicou a semana a uma série de reportagens mostrando os problemas e controvérsias das propostas do PDOT a capa do Correio Braziliense de hoje vinha com o título “Uma lei para consertar o DF”.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O Bairro Anti-Verde do Noroeste

Ontem, durante um evento sobre discussões ambientais de interesse global, um grupo de manifestantes levou uma faixa de protesto contra a construção do Setor Noroeste. Aproveitando-se assim da presença do vice-governador do DF, Paulo Octávio, e de autoridades de vulto nacional, como os presidentes da Câmara e do Senado.

O interessante é que apesar de todos os problemas decorrentes da construção do bairro anti-verde do Noroeste, apenas um pequeno grupo, o mesmo há tempos, vêm se manifestando contra a realização da obra.

O restante da sociedade brasiliense parece não se importar com os efeitos no trânsito, com os impactos ambientais ou com nos índios que moram na área onde se pretende erguer o novo setor habitacional.

Talvez, quando o lago Paranoá voltara feder e tivermos engarrafamentos paulistanos os moradores de Brasília percebam que o Noroeste não era uma idéia tão verde assim.


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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Resistência contra o Setor Noroeste

Um grupo de manifestantes protestou nessa quarta-feira contra a licença de instalação do Setor Noroeste concedida pelo Ibama-DF no final de Julho.

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Setor Noroeste: índios não aceitam assinar termo de compromisso

Os índios que habitam atualmente a área do futuro Setor Habitacional Noroeste, no Distrito Federal, não aceitaram assinar termo de compromisso com a Terracap. O termo foi proposto nessa segunda-feira (16) pelo Ministério Público Federal (MPF), durante reunião com representantes dos índios, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Defensoria Pública da União.

Segundo nota divulgada pelo MPF, a idéia é assegurar uma área que possa receber os índios, caso eles sejam obrigados judicialmente a sair da região. Além disso, o MPF esclareceu que a titularidade da terra pertence à Terracap, mas caso os estudos técnicos comprovem a tradicionalidade do povo indígena na área, o MPF vai pedir a demarcação.

A nota afirma ainda que a Defensoria Pública fará a defesa da causa perante o Judiciário e o pedido de liminar para suspensão do licenciamento do empreendimento. Entrará também com ação pedindo a declaração da área como reserva indígena.

* Informações da Agência Brasil

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

GDF não sossega, agora quer construir no Sudoeste

Diante da resistência da comunidade em relação a construção de bairros de alto impacto sócio-ambiental,como o Setor Noroeste e o Setor Catetinho, o Governo do Distrito Federal se prepara agora para autorizar a construção de duas novas quadras em uma área verde do Setor Sudoeste. Seriam mais 5 mil moradores para o bairro

O projeto além de destruir a área verde tende a agravar ainda mais o problema dos engarrafamentos e falta de estacionamentos no setor.


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Comunidade acusa GDF de desrepeito à área tombada


A segunda audiência pública promovida pela Câmara Legislativa para discutir o projeto de lei do Plano de Ordenamento Territorial do DF (PDOT) acirrou os ânimos dos representantes do GDF e das entidades de defesa da cidade que acusam o governo de não levar em consideração a legislação do tombamento.

Após uma breve explanação do secretário adjunto de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do DF (SEDUMA), Danilo Aucélio, sobre os critérios e as diretrizes que nortearam a proposta apresentada à Câmara os representantes da comunidade passaram a apresentar suas críticas e dúvidas. A implantação do Setor Noroeste e a falta de atenção dada ao tombamento do Plano Piloto foram os temas mais questionados.

A comunidade, segundo vários de seus porta-vozes, entende que o Noroeste não atende a qualquer necessidade da população, mas apenas à especulação imobiliária. Há um consenso entre a comunidade de que a necessidade habitacional do DF concentra-se nas classes menos favorecidas e não nas classes A e B que seriam atendidas com o Noroeste. Há, também, muita discussão quanto ao respeito à área de preservação ambiental no local onde está situada a bacia de drenagem do lago Paranoá e a zona de amortecimento do Parque Nacional. Além dessas, foi levantado o problema das comunidades indígenas que habitam a região e que, segundo carta do presidente da FUNAI às autoridades do GDF, estão sob jurisdição federal.

O desrespeito à legislação do tombamento e às propostas de adensamento populacional no entorno da área tombada foi denunciada com insistência por arquitetos, urbanistas e professores, quase todos integrantes da Federação das Entidades de Defesa do DF. A arquiteta urbanista Tânia Batella entregou ao deputado Benício Tavares, presidente da CAF e da sessão, documento de análise do projeto do PDOT preparado pela Federação. Tânia informou que a entidade recorrerá à Justiça para garantir que Brasília não corra riscos desnecessários e lembrou que "o respeito ao tombamento é obrigação das autoridades e dever da sociedade".

* Informações da Coordenadoria Comunicação Social da Câmara Legislativa

* Tânia Batella entrega ao deputado Benício análise do PDOT pela CCS da CL

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domingo, 4 de maio de 2008

PDOT deve combater desequilíbrio perverso


O Plano Piloto, região central de Brasília, abriga apenas 10% da população do Distrito Federal, no entanto, 70% dos empregos formais estão concentrados nessa área. Para Diretor de Planejamento Urbano do Ministério das Cidades, Benny Schasberg, essa divisão da oferta de empregos representa um “desequilíbrio perverso”.
Para Benny, o novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) deve combater esse “modelo desequilibrado” de ocupação. Segundo ele, para isso, seria importante a polarização da cidade, desconcentrando o foco econômico do Plano Piloto, “orientando prioritariamente os investimentos nas áreas de infra-estrutura econômica, social, urbanização nas áreas mais precárias e carentes”. O Diretor de Planejamento Urbano atentou para a “falta cultura, esporte e lazer” nas áreas periféricas da cidade.
A decisão do governo do DF de transferir as atividades administrativas para Taguatinga, no chamado Buritinga, foi acertada, na opinião de Benny. Ele acredita que o Eixo Sudoeste da Cidade, na direção das satélites de Taguatinga, Riacho Fundo, Recanto das Emas e Gama, é o melhor eixo de expansão para a cidade.
De acordo com Scharsberg, o projeto do PDOT, apresentado antes das audiências públicas que estão sendo realizadas, não considerarou “um conjunto de aspectos de impacto ambiental, problemas hídricos, suporte de carga, questões de carga e recarga de aqüífero, questões de adensamento, vetores de expansão e eixos de adensamento do Distrito Federal”.
O novo PDOT do DF está em fase de discussão por audiências públicas.
* Foto : Benny Scharsberg

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Setor Catetinho em foco na primeira audiência do PDOT

Aconteceu na última quarta-feira(30) a primeira das 9 Audiência Públicas que irão discutir o Plano Diretor de Ordenamento Territorial(PDOT) do DF.
A apresentação do projeto do GDF foi feita pelo secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do DF, Cássio Taniguchi, que foi contestado em relação a ocupação de áreas de importância ambiental, principalmente para os recursos hídricos, como o Setor Catetinho.
O GDF alega que a área será destinada a pessoas de renda média e baixa que queiram viver próximas ao Plano Piloto. No entanto, ambientalista questionam a construção de um setor habitacional em uma região de mananciais e nascentes.
Ao realizar as audiências públicas do GDF pretende legitimar o PDOT, de acordo com as normas do Estatuto das Cidades, que exige que os PDOT sejam discutidos pela sociedade. Mas não existe nenhuma garantia de que as sugestões e críticas promoverão mudanças efetivas no projeto.
Também participaram dessa primeira reunião a promotora de Meio Ambiente (Prodema) do Ministério Público do DF, Marta Eliana de Oliveira; o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gustavo Souto Maior; o presidente da Companhia Habitacional do DF, Paulo José Faria, e o promotor de Defesa da Ordem Urbana, Paulo José Leite Faria, além dos deputados Benício Tavares (PMDB), Leonardo Prudente (DEM), Batista das Cooperativas (PRP) e Milton Barbosa (PSDB).
A próxima audiência será dia 9 de maio, no auditório da Terracap e vai discutir a Unidade I (Região Central): Brasília, Cruzeiro, Candangolândia e Sudoeste/Octogonal.
* Foram utilizadas informações da Assessoria de Comunicação da Câmara Legislativa

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Bancada do PT quer retirada do PDOT

A bancada do PT quer que seja suspensa, na Câmara Legislativa, a tramitação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), "em função de irregularidades". Uma representação pedindo a intervenção da Procuradoria Geral de Justiça foi entregue, na tarde desta quinta-feira, ao procurador geral Leonardo Bandarra.
Assinada por Cabo Patrício, líder do partido, e pelos deputados Chico Leite, Erika Kokay e Paulo Tadeu, o documento pede que sejam adotadas medidas administrativas e judiciais urgentes para suspender a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 46/2007.
"Do jeito que está, o PDOT favorece a especulação imobiliária", afirma Patrício. Na representação, os parlamentares apontam violações contra o Estatuto das Cidades e à Lei Orgânica do Distrito Federal e que as audiências públicas, organizadas pela base governista para discutir o projeto, "são uma maquiagem para tentar legalizar a proposta enviada à Casa".

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Câmara regulamenta implantação de aterros sanitários


Os distritais aprovaram nesta terça-feira (22), em segundo turno, o Projeto de Lei 758/07 do deputado Paulo Tadeu (PT), que dispõe sobre a implantação de aterros sanitários e a compensação social às populações vizinhas aos aterros e dá outras providências. O projeto estabelece as condições para a implantação dos aterros e garante a realização de audiência pública com a população afetada, discutir alternativas como a sua remoção para outras áreas, indenizações financeiras e investimentos em programas ambientais.
"O DF não possui legislação específica para o estabelecimento dos aterros sanitários. É preciso considerar, além do aspecto ecológico óbvio, a questão social, representada por populações vizinhas ao futuro estabelecimento e das populações que vivem de recolher materiais recicláveis", explica Tadeu.
Atualmente, os resíduos sólidos da cidade são depositados no chamado "Lixão da Estrutural", sem respeitar as leis ambientais. O lixão se encontra próximo ao Parque Nacional de Brasília, de onde vem parte da água que abastece o Plano Piloto.
* Informações e foto do deputado Paulo Tadeu da Comunicação Social da Câmara Legislativa

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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Poder Público desrespeita leis ambeintais no DF

Quatro administrações regionais do Distrito Federal estão na lista do Ibama de infratores das leis ambientais.
A administração do Lago Norte foi autuada, junto com a Novacap, no início do ano, passado, por vender lotes em área de proteção ambiental.
Já a administração de Brazlândia foi multada por uma obra que causava dano ambiental ao Lago Veredinha.
Ainda na lista de administrações que desrespeitam o meio ambiente estão as administrações de Santa Maria e Sobradinho.
As prefeituras de Valparaíso, Águas Lindas e Padre Bernardo também aparecem na lista de pendências ambientais.
Em 2006, as prefeituras de Valparaíso e Águas Lindas foram autuadas por descartarem o lixo das cidades em lixões ilegais.

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